Produzido de 1966 a 1996, SUV foi um dos ícones 4×4 nos EUA nesse período

Bronco Sportster 1966

A Ford informou que está dando os retoques finais no seu próximo lançamento global, um SUV totalmente novo, mas que carrega muita tradição: o Bronco. Pouco conhecido dos brasileiros, o veículo se tornou um dos ícones 4×4 nos EUA durante as três décadas em que foi produzido, de 1966 a 1996.

Velocímetro 1966

Nascido como SUV compacto, com chassi próprio, o Bronco tornou-se um SUV grande nas quatro gerações seguintes, derivado das picapes Série F. Off-road de raiz, com concepção robusta, três portas e outras características únicas, ele teve a produção em encerrada no ano-modelo 1997, abrindo espaço no portfólio da marca para os SUVs familiares de quatro portas.

No Salão de Detroit de 2004, a Ford apresentou o conceito da sexta geração do Bronco, com design inspirado no modelo original e baseado na arquitetura global da Ranger, com chassi de perfil retangular fechado e tecnologias avançadas. Em 1969, um Bronco com preparação especial venceu a Mexican 1000 (depois rebatizada como Baja 1000), uma das competições off-road mais difíceis do mundo. A Ford homenageou os 50 anos dessa conquista com a apresentação do protótipo Bronco R na Baja 1000 do ano passado, dando mais pistas de como será o novo modelo.

Bronco Competição 1969

Cinco gerações – O Bronco de primeira geração (de 1966 a 1977) nasceu como um off-road compacto, com 3,85 m de comprimento. Inicialmente equipado com motor 2.8 de seis cilindros e transmissão manual de três velocidades, ganhou depois as opções de motor V8 e transmissão automática. Seu estilo simples e robusto era marcado pela carroceria de linhas retas e faróis redondos, nas versões perua de três portas, picape e roadster aberto sem portas. Ele tinha um acabamento simples, mas podia ser incrementado com vários acessórios, desde bancos, tacômetro, rádio, engate de reboque, tanque auxiliar de combustível e guincho até equipamentos profissionais e de camping.

Bronco Sport Wagon 1971

Em 1967, a perua ganhou o pacote opcional Sport, com itens cromados e o nome Ford na grade pintado de vermelho, depois transformado em modelo de série. A versão roadster saiu de linha em 1968 e a picape, em 1972, concentrando a produção na versão perua. Na segunda geração (de 1978 a 1979) o Bronco entrou para o segmento de SUVs grandes, crescendo 71 cm no comprimento, 28 cm na largura e 10 cm na altura. Ele tinha como base a F-100 4×4, em versão encurtada. O teto rígido removível, agora produzido em fibra e cobrindo apenas a área dos bancos traseiros, em vez da peça inteiriça de aço, continuou a ser uma característica do utilitário, assim como as três portas, o eixo rígido dianteiro e a tração 4×4. Esse Bronco de segunda geração durou só dois anos, mas, segundo a Ford, foi um sucesso de vendas, com clientes esperando vários meses na fila pela sua chegada. Era equipado com motor V8, de 5,8 ou 6,6 litros, e pela primeira vez passou a oferecer capacidade para seis passageiros, com banco inteiriço opcional dianteiro.

Bronco 1973

O Bronco de terceira geração (de 1980 a 1986) foi baseado na F-150, conservando a distância entre-eixos de 2,64 m. Além de ganhar suspensão dianteira independente, ele voltou a oferecer um motor seis cilindros de 4,9 litros, ao lado do V8. Em 1982, o oval azul na grade dianteira substituiu as letras Ford no capô. Essa geração também foi montada e vendida na Austrália. A quarta geração do Bronco (de 1987 a 1991) acompanhou as mudanças da oitava geração da Série F, com vários aprimoramentos. A quinta geração do veículo (de 1992 a 1996) renovou o design, alinhado com a nona geração da F-150, e introduziu vários itens de segurança, como cintos traseiros de três pontos, vigas de portas reforçadas e airbag do motorista de série. Também por questão de segurança, sua capota deixou de ser removível. Em 1996, a Ford anunciou o encerramento da produção do Bronco, que agora está perto de ser retomada e é aguardada com expectativa pelo mercado.

Fonte: Ford do Brasil / Imprensa
Fotos: Divulgação