Por Mário Matos (com colaboração de Vito Zanella)

logan-2Lançado esta semana em vários cinemas do País, Logan certamente é o melhor filme da série X-Men e Wolverine até agora – o primeiro X-Men sem dúvida é o melhor, depois o pessoal “se perdeu”. Logan é um excelente filme, com interpretação de Hugh Jackman digna de Oscar. Ele chegou a tamanha profundidade no personagem, fazendo com que o espectador perceba as dificuldades e o sofrimento de Logan.

logan-3O personagem está muito diferente dos filmes anteriores e mostra que envelheceu e que os erros e situações que ocorreram no passado o assombram. Em uma das cenas isso fica muito evidente: ele é chamado de Wolverine diversas vezes e fica nervoso e incomodado ao ser chamado assim, mostrando que Logan quer esquecer o passado.

logan-6Outro destaque é a personagem Laura/X-23, de Dafne Keen. Uma menina, que passa a maior parte do filme calada, mas que consegue transmitir todas as suas emoções de forma excepcional desde a calma, tranquilidade e inocência de uma criança, até uma violenta assassina, nervosa e com instintos animais selvagens, curiosamente, assim como o antigo Logan em seu auge como Wolverine.

logan-7Apesar dos filmes anteriores dos X-Men e Wolverine apresentarem uma linha temporal um pouco confusa, Logan parece se passar fora desse mundo, já que os mutantes estão praticamente extintos e o passado é esquecido. Uma situação interessante é utilizar a própria revista em quadrinhos dos X-Men como uma forma do mundo se lembrar dos mutantes.

logan-4O filme é um drama na maior parte do tempo, mostrando os conflitos de Logan tentando esquecer o passado, querendo ficar longe de confusões e fugir para cuidar de seu amigo Charles Xavier, novamente vivido por Patrick Stewart, que em um passado glorioso era um telepata, com a mente mais poderosa do mundo e agora enfrenta uma doença degenerativa no cérebro (Alzheimer). Os perigos que essa combinação pode alcançar são extremamente catastróficos.

logan-5Apesar do drama, Logan tem diversas situações de ação, perseguição e violência. O filme soube utilizar a classificação etária elevada para explorar a violência do personagem, tão presente nos quadrinhos e que foi descartada nos longas anteriores da franquia. Porém, essa violência é utilizada de forma inteligente e sábia, com doses certas e sem exagerar para que o filme não se tornasse “gore”. Utilizando as palavras do próprio Hugh Jackman (veja coletiva abaixo), o filme é sobre “envelhecer e morrer e o que você vai fazer com isso, como você vai lidar com esse momento chegando. Vai deixar o passado para trás? Ignorando-o totalmente? Os pensamentos, ideias e erros cometidos vão te assombrar?”

Coletiva – Hugh Jackman veio ao Brasil para divulgar Logan, seu último filme como Wolverine. A coletiva de imprensa com o ator aconteceu no último dia 19 de fevereiro, em São Paulo, após apresentação do filme aos jornalistas. “O Brasil tem apoiado muito o Wolverine e o X-Men. Eu queria muito vir aqui para dizer obrigado”, agradeceu o ator para uma entusiasmada plateia de mais de 200 jornalistas brasileiros e latino-americanos.

Jackman respondeu às perguntas de forma completa, com muita profundidade e coerência. Ele disse que nunca ouviu falar de X-Men antes de participar das audições para o filme. Sua mulher, a também atriz Deborra-Lee Furness, inclusive, disse que um personagem com garras saindo da mão nunca iria funcionar. “Essa foi a única vez em que minha esposa esteve errada”, disse o ator.

Esbanjando simpatia, Hugh Jackman ensaiou um pouco de português, com diversos “Oi” e “Obrigado”. Para se ter uma ideia de sua simpatia, logo nas primeiras perguntas, um jornalista informou que ele havia trazido um presente e que iria deixar com a assessoria para entregar depois. Prontamente, o ator falou que não, se levantou, e foi até o jornalista para receber naquele momento uma rapadura e um desenho feito pela filha do jornalista. O tempo todo Jackman mencionou sobre como o personagem era “duro e doce, assim como a rapadura, mas mais duro do que doce”.

Jackman disse que sentiu muito ter se despedido do personagem a que deu vida nos últimos 17 anos e que o personagem faz parte dele. Os fãs o procuram diariamente e esse filme foi uma carta de amor para eles. Ele gostou do filme ter se chamado Logan e não Wolverine, pois mostra mais do drama vivido pelo homem Logan e não pelo seu alter ego super-herói.

Esta é a última vez que o público poderá ver Hugh Jackman vivendo o X-Man Wolverine. O ator já anunciou que não voltará a interpretar o personagem, mas confessou: “eu nunca vou deixar de ser o Logan e ele nunca vai me deixar”. Eu fico emotivo de ver o quanto cresci com esse papel, o quanto ele me ensinou. Sempre senti que existia uma história mais profunda sobre o personagem”, disse Jackman para os jornalistas. Ele contou ainda que há dois anos acordou durante a madrugada com a ideia do que queria mostrar em Logan. “É a primeira vez que tive a sensação de gerar algo, mesmo não escrevendo ou dirigindo o filme”. Sobre as expectativas do filme, o ator contou: “meu sonho é que a gente consiga fazer as pessoas olharem o filme de maneira revolucionária. Ele é muito autêntico. Rezo para o fãs do Wolverine falarem: finalmente, é esse Wolverine que eu quero ver”.

Logan (2017)
Ação/aventura
Duração: 2h16m
Diretor: James Mangold
Elenco: Hugh Jackman, Patrick Stewart, Dafne Keen, Boyd Holbrook, Stephen Merchant, Richard E. Grant
Distribuição: Fox Film do Brasil
Versões em 2D e IMAX

 

 

 

 

 

 

Fonte: Agência Febre
Fotos: Divulgação (Filme) e Mauricio Santana (Coletiva)

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