As estimativas são da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera o tabagismo a principal causa de morte evitável

O tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), além de ser responsável pelo desenvolvimento de aproximadamente 80 doenças. Estimativas da OMS apontam que mais de 10 mil pessoas morrem todos os dias em consequência de doenças provocadas pelo cigarro. “A fumaça do cigarro contém mais de 4000 substancias químicas, tóxicas na sua maioria e com potencial bem definido para causar vários tipos de câncer. Como causa de dependência está a nicotina, e quando tentam parar de fumar, os pacientes referem sofrer com os sintomas da síndrome de abstinência”, menciona o pneumologista do Hospital Santa Cruz, em Curitiba, João Daniel Carneiro Franca.

“Os Estados Unidos são um país com aproximadamente 320 milhões de habitantes e destes 19% são tabagistas. No Brasil somos 200 milhões e 16% da população total é fumante. Fazendo um paralelo entre os países uma vez que as características raciais e comportamentais são muito semelhantes entre os dois países, aqui deveriam ser feitos aproximadamente 130 mil diagnósticos de câncer de pulmão por ano”, completa.

Cenário mundial – Estima-se que existam mais de um bilhão de fumantes no mundo. Atualmente, mais de cinco milhões de pessoas são vítimas do tabagismo todos os anos. Se as tendências de aumento do consumo persistirem, alcançaremos a marca de dez milhões de mortes anuais em até quinze anos.

Potencial fatal – O fumo já é responsável por 30% das mortes por câncer. Este número é ainda mais expressivo nos casos das mortes por câncer de pulmão. Em 2014 foram diagnosticados 224.210 casos de câncer de pulmão nos Estados Unidos, no mesmo ano no Brasil foram feitos 27.330 novos diagnósticos da doença. Os dados encontram-se subestimados no Brasil por uma série de fatores: dificuldade de acesso à saúde por grande parcela da população, diagnósticos errados, preenchimento incorreto de atestados de óbito, etc.

Relação tempo x consequências – Pessoas que iniciam o hábito de fumar jovens, tem maior chance de desenvolver doenças relacionadas ao tabagismo. O usuário de uso mais leve – ou social – também pode ser impactado por males ligados ao fumo. O especialista lembra que a exposição regular ao cigarro é um risco, independentemente da quantidade consumida.

Fumantes passivos – O risco do desenvolvimento de doenças não se limita aos fumantes ativos, mas também aos passivos. Estima-se que, apenas no Brasil, mais de duas mil pessoas morrem todos os anos por causa do fumo passivo. Este tipo de tabagismo aumenta o risco de câncer de pulmão em até 30% e de infarto em até 25%. Se imaginarmos que as crianças podem ser expostas desde muito pequenas, o cenário é ainda mais perturbador.

 

 

 

Fonte: Centro de Oncologia do Hospital Santa Cruz/Lide Multimídia
Foto: Divulgação

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